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Assunto: Onde as pessoas veem lixo, eu vejo dinheiro‘, conta empresário ‘verde
País: Brasil
Fonte: Internet
Data: 7/2012
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://g1.globo.com/parana/noticia/2012/06/onde-pessoas-veem-lixo-eu-vejo-dinheiro-conta-empresario-verde.html
Curiosidade (texto):
Foi depois de ler o livro ‘Conexões Ocultas, ciência para uma vida sustentável’, do físico austríaco Fritjof Capra, que o engenheiro mecânico Márcio Lazzari se “despertou” para o ‘verde’. “Ali me identifiquei e comecei a buscar especialização nesta área”, conta o curitibano. Em 2005, Lazzari foi cursar o mestrado em Gerenciamento Ambiental e Desenvolvimento Sustentável na Université de Technologie de Troyes (UTT), na França, onde se especializou em ecodesing. “Descobri várias oportunidades de negócio, tanto para resíduo automotivo quanto para resíduo eletrônico”, apontou. A série ‘Protagonistas do Verde‘ conta com três reportagens e cada uma delas apresenta um personagem que desempenha uma atividade sustentável, ligada a preservação do meio ambiente e preocupada com o futuro da planeta, temas discutidos na Rio+20. Assim, quando voltou ao Brasil, em 2006, o estudante que na época tinha 28 anos estava decidido a investir em projetos de soluções sustentáveis. Atualmente, aos 34, Márcio é proprietário de uma empresa de consultoria de pesquisa e desenvolvimento ambiental, e tem sociedade em outras duas. “A gente calcula o impacto ambiental dos produtos ou serviços, e a partir disso criamos soluções com impactos ambientais menores, com retorno econômico atrativo. Utilizamos normas de ecodesign, metodologia já especificada pela literatura de projeto para meio ambiente, e consideramos o ciclo de vida por tipo de produto”, explica. Segundo o empresário, o serviço prestado é interessante a empresas que se preocupam com o meio ambiente. “A gente quer dar oportunidade a quem quer investir em negócios verdes e investir em algo de crédito mesmo. Consolidado, baseado em pesquisa e não em achismos”, disse. Entre os projetos elaborados, Lazzari conta que há dois que são “as meninas dos olhos e estão guardados a sete chaves”. São planos de negócios que desenvolvem soluções locais para destinação adequada de resíduos de automóveis e lixo eletrônico. Esses materiais têm alto valor agregado e a maior parte deste lixo produzido no Brasil é levada à China. Segundo o empresário visionário do ‘verde‘, o país ainda carece de ações concretas e incentivos fiscais para iniciativas como as dele. "As prefeituras ainda não enxergaram o potencial de geração de riqueza pode estar em um resíduo. Onde as pessoas veem lixo, eu vejo resíduo, eu vejo dinheiro ali", comenta. Além da empresa de gestão, o curitibano tem participação em um negócio de brindes ecológicos – são camisetas feitas com plástico reciclado, agendas e cadernos com capa de fibra de coco e espiral de bambu, canetas bambus e outros -- e em uma nova empresa que pretende vender um sistema coletor de copinhos plásticos em corridas de rua. “Conseguimos calcular quanto de impacto ambiental foi gerado naquele evento. É uma solução internacional, que serve também para conscientizar o atleta para o descarte”, relata. Para empresário que um dia, assim como Marcos, vislumbrou apostar em propostas sustentáveis para o planeta, investir no ‘verde‘ é “um risco muito alto, sem dúvida”. No entanto, ele pontua que é preciso “ter muita paixão pra se arriscar”. “Como um montanhista que vai subir uma montanha um pouco difícil você tem que ter todo um planejamento, um bom preparo. Então não é todo mundo que assume, quem assume, assume por paixão ou porque quer ganhar um benefício próprio, ou ajudar as pessoas mesmo. No meu caso, é por paixão, benefício próprio, e porque quero ganhar retorno com isso, financeiro. E a minha maior felicidade é gerar riqueza para o meu país, gerar tecnologia para o meu país, gerar um bem estar melhor para as pessoas que sobrevivem disso", diz Márcio. Para aqueles que ainda têm a intenção de inverter capital em soluções em prol do meio-ambiente, Márcio deixa a dica e relata que propor a inovação vale a pena. “Existem ‘N’ soluções muito legais, as pessoas são pró-ativas. O problema é que elas carecem da parte gestora, da inovação, o conceito de inovação é disseminado da forma errada. Mas a pessoa tem que identificar a oportunidade. ‘Ah, isso é ético, isso é ambientalmente correto, estou ajudando de alguma forma. Não estou prejudicando as gerações futuras’. É mais ou menos esse raciocínio. Isso ajuda a disseminar o conceito sustentável”, indica. De acordo com um estudo produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a Rio+20, o Brasil tem três milhões de postos de trabalho no setor ambiental, chamados ‘empregos verdes’, que hoje representa 7% da mão de obra formal do país. A maior parte desses trabalhadores está no setor de energia renovável. Na Europa, 14,6 milhões de pessoas já têm empregos relacionados com a proteção da biodiversidade. “Essa é a minha proposta. Eu quero ajudar para o desenvolvimento. No caso, o ecodesenvolvimento, desenvolver ações que realmente não prejudiquem os meus netos no futuro”, resume o empresário.

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